Se desencantou na temporada no Rio Open, após duas derrotas, João Fonseca não escondeu a frustração após cair nas oitavas de final. Logo na premiação do título, ao lado de Marcelo Melo, do Rio Open, nas duplas, o número 1 do Brasil falou de sua busca pelo troféu nas simples no maior torneio da América do Sul.
O carioca estreou como convidado no evento em 2023, aos 16 anos e apenas como o 827º do mundo, com revés para o sérvio Alex Molcan. Na temporada seguinte, o anfitrião (655º) venceu suas duas primeiras partidas de ATP na carreira no Rio Open, contra o francês Arthur Fils (36º) e o chileno Cristian Garin (88º e campeão em 2020). Já em 2025, dois dias após conquistar o ATP 250 de Buenos Aires, João Fonseca (já como o 68º) caiu na abertura.
No domingo, ao receber o troféu, o pupilo do técnico Guilherme Teixeira agradeceu aos diretores Lui Carvalho e Marcia Casz pelos convites nas duas primeiras edições e falou da busca por vencer nas simples. Até hoje, desde o lançamento do torneio, em 2014, nenhum anfitrião passou das quartas de final.
- É um torneio muito especial para mim, onde eu tenho uma história muito legal. Ainda vou ganhar esse torneio de simples, eu acredito, mas enquanto isso a gente ganhou a dupla e está ótimo - disse Fonseca.
Depois, na coletiva, o número 1 do Brasil e 38º do mundo falou sobre a influência do título nas duplas sobre o restante da temporada:
- Com certeza traz mais confiança. Eu não vou dizer que tira a pressão, ela vai vir momentaneamente quando entrar na quadra e tenho que saber lidar com ela. Mas eu diria que me traz mais convicção, mais confiança. Com certeza é uma semana especial para mim, que eu vou levar pra minha vida como aprendizado, por ter sido tão especial.
No dia 1º de março, o carioca disputa, em Las Vegas, o MGM Slam, torneio-exibição. Três dias depois começa o Masters 1000 de Indian Wells, onde alcançou a segunda rodada em 2025. Na sequência, a partir de 18 de março, tem início o Miami Open. Ano passado, o brasileiro venceu duas partidas no torneio na Flórida.
João Fonseca como o sétimo melhor duplista do país
Com o título ao lado de Melo, no domingo, número 1 do Brasil e 38º do mundo nas simples é, agora, o 160º melhor duplista do planeta, o sétimo do país nessa modalidade. A última vez que o carioca, de 19 anos, aparecia com ranking de duplas foi em 17 de fevereiro de 2025, na 849ª posição.



