Cuiabá, 30 de Agosto de 2025

BRASIL Sábado, 30 de Agosto de 2025, 08:12 - A | A

Sábado, 30 de Agosto de 2025, 08h:12 - A | A

‘solução política’

Aliados de Bolsonaro dizem que julgamento do STF é ‘parcial’ e discutem ofensiva no Congresso

R7

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antecipam críticas ao julgamento envolvendo o político no STF (Supremo Tribunal Federal), previsto para começar na próxima terça-feira (2), e preparam ofensiva no Congresso para retomar o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

A proposta voltou a ser prioridade para o PL, segundo relatos de lideranças ao R7. A versão atual do texto, defendida pela oposição, pode favorecer Bolsonaro em caso de condenação pela corte.

Segundo avaliação de membros do partido, Bolsonaro enfrentará um julgamento rigoroso na Primeira Turma do Supremo.

A expectativa entre esses nomes é aguardar o desfecho e buscar uma alternativa política no Legislativo, conforme o líder da oposição no Congresso, Rogério Marinho (PL-RN).

“Nós não acreditamos na imparcialidade do processo, mas seguiremos confiando numa solução política pelo Congresso”, declarou.

Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, confirma que o foco do partido será a anistia e que aliados devem promover outras ações em apoio a Bolsonaro, com estratégias definidas em reuniões previstas para a próxima semana.

“Não temos muita esperança. Trata-se de um julgamento político, sem base jurídica. Não acreditamos na conclusão da Justiça neste processo”, afirmou.

A nova estratégia fará com que o PL abandone as iniciativas em torno da PEC das Prerrogativas, que também ganhou a alcunha de PEC da Blindagem, que visa impedir a prisão de congressistas por decisão do STF.

“A PEC das Prerrogativas interessa ao parlamento brasileiro, porém a esquerda faz politicagem, e não vou arcar sozinho com um custo que beneficia a todos”, declarou Sóstenes.

Estratégia ‘secreta’ e anistia

Na segunda-feira (1º), o PL terá uma reunião para definir a estratégia voltada ao perdão para os envolvidos nas ações antidemocráticas do 8 de Janeiro.

O tema também deve ser discutido em encontro de líderes da Câmara no dia seguinte.

O posicionamento dos aliados de Bolsonaro durante o julgamento também será debatido, mas ninguém quis dar detalhes. Segundo integrantes do PL, a avaliação é de que ações com efeito surpresa terão maior impacto.

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