A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou a ocorrência de conjunção carnal entre o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, e uma mulher que estava detida na Delegacia de Sorriso. A confirmação foi obtida após a conclusão do exame de DNA em material biológico coletado na região íntima da vítima.
As perícias envolveram dois exames que se complementam entre si. O primeiro realizado pela Politec de Sorriso, e um segundo realizado na Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense de Cuiabá. O segundo concluiu que houve violência sexual com a identificação do servidor público como autor do crime.
O diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, explicou que a primeira perícia foi realizada três dias depois da ocorrência dos fatos. Na ocasião, foi relatada a ausência de sinais externos visíveis que caracterizassem o crime. "Mas isso, de forma isolada, não é suficiente para afastar a suspeita de violência sexual", ressaltou.
Jaime apontou que, em determinados casos, não há vestígios físicos visíveis para afastar a suspeita de abuso e, por isso, são necessários exames complementares. "Com as amostras coletadas da vítima e posteriormente analisadas em laboratório, foram confirmadas a ocorrência do crime através da presença do DNA do agressor. A Medicina Legal considera os resultados dessas análises e, somente após essa complementação, encerra as investigações periciais”, pontuou o diretor.
O diretor-geral da Politec esclareceu que a atuação da Politec é estritamente técnica e imparcial. “A instituição reitera seu compromisso com a verdade técnica, com a proteção da vítima e com a responsabilidade institucional, alertando para a importância de que documentos periciais sejam interpretados em seu contexto integral”, concluiu.



