O presidente Donald Trump determinou o fim da proteção do Serviço Secreto concedida à ex-vice-presidente Kamala Harris. A decisão foi formalizada em um memorando assinado nesta quinta-feira (28) e deve entrar em vigor na próxima segunda.
Pelas regras norte-americanas, ex-vice-presidentes têm direito a seis meses de proteção após deixarem o cargo. Harris concluiu seu mandato em janeiro, o que faria a cobertura expirar em julho.
No entanto, o então presidente Joe Biden havia assinado uma ordem ampliando o prazo de proteção, decisão que agora foi revogada.
Em nota, Kirsten Allen, conselheira sênior de Harris, afirmou que a ex-vice-presidente é “grata ao Serviço Secreto dos Estados Unidos por seu profissionalismo, dedicação e compromisso inabalável com a segurança”.
Segundo o New York Times, a Casa Branca se recusou a comentar, e o Serviço Secreto não respondeu aos pedidos de declaração.
Contexto e repercussão
O fim da proteção acontece às vésperas do lançamento do novo livro de Harris, "107 Days", em que ela narra sua campanha presidencial. A publicação está prevista para 23 de setembro, e Harris deve iniciar uma turnê nacional de divulgação já nos próximos dias.
A medida se insere em um padrão de decisões de Trump desde o início do mandato. Nos primeiros dias no cargo, ele retirou a proteção de John Bolton, ex-assessor de segurança nacional, após desentendimentos políticos.
Também revogou o serviço de segurança para Mike Pompeo, ex-secretário de Estado, e para Brian Hook, ex-assessor, mesmo diante de alertas sobre ameaças provenientes do Irã.