No mês de fevereiro, a campanha "Fevereiro Laranja” visa conscientizar a população sobre a leucemia - um tipo de câncer que afeta a formação das células sanguíneas e dificulta a capacidade do corpo de combater infecções. É uma doença que tende a atingir cada vez mais pessoas no Brasil: estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que mais de 10 mil casos devem surgir anualmente.
A leucemia surge quando células da medula óssea, conhecida como tutano do osso, sofrem um tipo de mutação e começam a se multiplicar descontroladamente, tirando assim o lugar de células saudáveis. Nas doenças do tipo crônica, durante o estágio inicial, as células leucêmicas ainda realizam um trabalho semelhante ao dos glóbulos brancos. Ela se desenvolve de forma lenta, e os sintomas iniciais se mostram brandos, mas que se agravam gradualmente.
Por outro lado, nas leucemias agudas, as células não podem cumprir a função das células sanguíneas normais. As células leucêmicas se multiplicam de forma muito rápida e a doença se agrava em um espaço de tempo bastante curto.
Os fatores de risco para desenvolvimento da leucemia, segundo o INCA, são: tabagismo; Benzeno (encontrado na gasolina e largamente usado na indústria química); Radiação ionizante (raios X e gama) proveniente de procedimentos médicos (radioterapia); Formaldeído: exposição ocupacional em indústrias (química, têxtil, entre outras), área biomédica/saúde (hospitais e laboratórios: antisséptico, desinfetante, fixado; histológico e solvente), além do uso não autorizado pela Anvisa desta substância em alguns salões de beleza (procedimento de alisamento capilar); Produção de borracha; Síndrome de Down e outras doenças hereditárias; Síndrome mielodisplásica e outras desordens sanguíneas; Histórico familiar.
Quanto maior a idade maior o risco de desenvolver leucemia. Exceto a leucemia linfoide aguda, que é mais comum em crianças. Todas as outras formas são mais comuns em idosos; Exposição a agrotóxicos, solventes, diesel, poeiras, infecção por vírus de hepatite B e C. Caso você esteja exposto a algum deles, visite seu médico regularmente e peça orientações sobre exames e outras ações a serem tomadas.
SINTOMAS:
Quando há a redução de glóbulos vermelhos, há a condição que chamamos de anemia, que pode gerar fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça, etc. Em casos em que a leucemia afeta o Sistema Nervoso Central (SNC), os sintomas podem incluir dores de cabeça, náuseas, vômito, visão dupla, desorientação, entre outros.
Além de tudo isso, o paciente também pode apresentar gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, principalmente na região do pescoço e das axilas; febre ou suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente; desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e nas articulações.
LEUCEMIA TEM CURA?
As leucemias agudas, que são muito graves, possuem chance de cura! As crônicas não possuem cura, mas a medicina oferece formas eficazes de controle. Em alguns casos, a leucemia pode ser curada apenas com quimioterapia, radioterapia, ou outro tipo de tratamento, mas isto não é tão comum. Na maioria, a cura é alcançada através do transplante de medula óssea.

