O MDB de Mato Grosso assinou, junto com outros 17 diretórios estaduais, um manifesto nacional que pede à direção da sigla liberdade para que cada estado construa suas próprias alianças nas eleições presidenciais. No estado, porém, a posição já está definida e o partido caminhará com partidos e lideranças de direita.
A posição foi confirmada pela presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva, que afirmou que a decisão do diretório mato-grossense leva em consideração pautas consideradas prioritárias para o estado.
“Aqui já tomamos uma decisão clara de que vamos dialogar com partidos e lideranças de direita que defendam um projeto de país que respeite Mato Grosso, garanta segurança jurídica no campo e enfrente de verdade a violência contra mulheres e crianças, com punição dura para quem comete esse tipo de crime”, afirmou.
Em ofício encaminhado à direção nacional do MDB, o diretório de Mato Grosso reforçou a posição contrária a uma aliança com o Partido dos Trabalhadores e pediu que o partido convoque uma reunião da executiva nacional para deliberar sobre o tema. O documento afirma que a maioria dos diretórios estaduais e dos convencionais da sigla compartilha da mesma avaliação política.
Segundo ela, o manifesto nacional assinado pelos diretórios estaduais defende justamente que o MDB respeite as diferentes realidades políticas do país e permita que cada estado construa seu próprio arco de alianças.
“Assinei o documento pedindo a liberação de todos os diretórios para que cada Estado construa seu arco de alianças. E isso sendo feito, cada Estado vai fazer sua composição. O nosso presidente de partido apoia o Tarcísio, elegeu o Ricardo Nunes em São Paulo com o Bolsonaro no palanque com o 15 pregado no peito. Então não acreditem nesse discurso daqueles que querem ser xerifes ideológicos e escolher que partido é de esquerda e que partido é de direita”, disse.
O manifesto reúne lideranças do MDB de diferentes regiões do país e pede que a direção nacional da sigla garanta autonomia aos diretórios estaduais na definição das alianças para a disputa presidencial. A argumentação apresentada é de que o partido, pela sua própria história, sempre respeitou a pluralidade interna e as diferentes realidades políticas regionais.




