O empate em 1 a 1 com a Chapecoense, em São Januário, evidenciou um problema que vem se repetindo no início da temporada do Vasco. Mesmo com amplo domínio da partida, a equipe comandada por Fernando Diniz finalizou 30 vezes, mas conseguiu balançar as redes apenas uma vez, cenário que sintetiza a dificuldade cruz-maltina em transformar volume ofensivo em gols.
Os números da temporada reforçam essa leitura. Em sete partidas disputadas, o Vasco soma 107 finalizações e apenas nove gols marcados, média de 15,2 finalizações para marcar um gol, a segunda pior entre os clubes cariocas. O dado ganha ainda mais peso quando analisado em detalhe: sete dos nove gols foram concentrados em apenas duas partidas, nas vitórias sobre Maricá (4 a 2) e Boavista (3 a 0).
Na comparação com os rivais do Rio, o Botafogo apresenta o melhor aproveitamento ofensivo. O Alvinegro precisou de apenas 6,4 finalizações por gol, com 84 chutes e 13 gols em sete jogos. O Fluminense aparece na sequência, com 88 finalizações e 11 gols, média de 12,5 finalizações para marcar, demonstrando eficiência superior mesmo com menor volume de jogo.
O Flamengo, por sua vez, vive um momento ainda mais delicado. Com 115 finalizações em oito partidas e apenas seis gols, o Rubro-Negro precisa de 19,1 finalizações para balançar as redes, pior índice entre os cariocas. O baixo aproveitamento aumentou a pressão da torcida, especialmente pelo alto investimento feito no elenco para a temporada.
Após o empate diante da Chapecoense, Fernando Diniz comentou a dificuldade da equipe em converter chances e afastou qualquer relação com falta de treino.
— Acho que faltou inspiração mesmo. Não falta treino. Hoje a bola teimou em não entrar. Acredito que ela vai começar a entrar. O que a gente tem é continuar a produção e continuar marcando bem.



