Cuiabá, 12 de Março de 2026

ECONOMIA Quinta-feira, 12 de Março de 2026, 10:35 - A | A

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índice de confiança

ICEI volta a cair e empresários completam 15 meses sem confiança, revela CNI

É a pior sequência do índice desde a recessão econômica de 2015 e 2016

CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 1,6 ponto em março, passando de 48,2 pontos para 46,6 pontos, revela levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (12). O ICEI ficou abaixo da linha de 50 pontos — que separa confiança de falta de confiança — pelo 15º mês consecutivo. Trata-se da pior sequência do índice desde a recessão econômica entre 2015 e 2016. 

“A falta de confiança prolongada dos empresários se traduz em redução dos investimentos, da produção e, consequentemente, das contratações. Com isso, a indústria gera menos renda e emprego, fazendo com que a roda da economia gire menos. Ou seja, a economia cresce menos num cenário de menor confiança”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Expectativas se tornam negativas 

As expectativas dos empresários da indústria para os próximos seis meses se tornaram negativas em março. O índice que mede as perspectivas dos industriais caiu 1,6 ponto, passando de 50,4 pontos para 48,8 pontos. O indicador vai de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos significam expectativas negativas. 

O índice de expectativas é formado por dois componentes: índice de expectativas para a economia e índice de expectativas para as próprias empresas. O primeiro caiu 2,3 pontos em março, passando de 42,7 pontos para 40,4 pontos, revelando maior pessimismo com o futuro da atividade econômica. O segundo recuou 1,3 ponto, passando de 54,3 pontos para 53 pontos - movimento que aponta diminuição do otimismo com o futuro dos negócios. 

O resultado do índice de condições atuais também contribuiu para a queda do ICEI. O indicador caiu de 43,8 pontos para 42,1 pontos em março. Com isso, o índice se afastou ainda mais da linha de 50 pontos; o que aponta para uma percepção mais negativa sobre o momento. O resultado se deve: 

* À queda de 2,2 pontos do índice de condições atuais da economia, que passou para 36,4 pontos;
* Ao recuo de 1,5 ponto do índice de condições atuais das próprias empresas, que passou para 44,9 pontos.

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