Cuiabá, 31 de Agosto de 2025

ECONOMIA Sábado, 30 de Agosto de 2025, 08:25 - A | A

Sábado, 30 de Agosto de 2025, 08h:25 - A | A

alta de 38,4%

Café dispara quase 40% em 2025 e pesa na mesa do brasileiro

R7

café, item tradicional na rotina do brasileiro, segue sendo um dos principais vilões do bolso do consumidor.

De acordo com o levantamento “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, o preço do café em pó e em grãos acumulou alta de 38,4% entre dezembro de 2024 e julho de 2025, passando de R$ 53,90 para R$ 74,14.

O aumento expressivo tem impacto direto na cesta de consumo, elevando o custo do café consumido diariamente em lares de todas as regiões do país.

O levantamento mostra que, enquanto o café dispara, outros produtos de alto consumo tiveram reajustes mais modestos. Margarina, creme dental, leite em pó e pão, por exemplo, registraram altas acumuladas entre 1,2% e 4,4% no mesmo período.

Segundo o estudo, em julho, o café em pó e em grãos avançou 2,5% no Centro-Oeste, região que concentrou algumas das maiores altas do mês, como o frango (+4,8%) e o desinfetante (+4,4%).

No mercado, o preço do café é influenciado por diversos fatores, como condições climáticas adversas em países produtores, câmbio e custos de transporte.

Arroz, feijão e ovos recuam

Enquanto o café subiu, os preços de itens básicos da cesta de consumo do brasileiro, como arroz, feijão e ovos, recuaram em julho e trouxeram algum alívio ao orçamento das famílias.

Os legumes registraram a maior queda no mês, com recuo de 11,2%, passando de R$ 6,06 em junho para R$ 5,38 em julho.

Os ovos, que vinham em alta nos meses anteriores, ficaram 8,2% mais baratos. Já o arroz caiu 4,9% (de R$ 5,40 para R$ 5,14) e o feijão 3% (de R$ 6,61 para R$ 6,41).

As variações de julho também mostraram diferenças regionais. No Sudeste, por exemplo, os legumes caíram 12,9% e os ovos 5,4%, enquanto no Nordeste o arroz recuou 4,9% e o feijão 3,3%.

No Sul, a farinha de mandioca subiu 11,9%, mas os legumes caíram 14,6%. O Centro-Oeste marcou alta de 5,4% no creme dental e queda de 8,6% nos ovos. Já no Norte, a carne suína subiu 4,4%, mas os ovos tiveram forte retração de 31,4%.

 

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