Há notícias que nos enchem de orgulho não apenas pelos números que apresentam, mas, sobretudo, pelas histórias humanas que carregam por trás de cada indicador. O recente resultado do Ranking de Competitividade dos Estados (2025), elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), é uma dessas que merecem ser celebradas com responsabilidade, gratidão e compromisso renovado nesse início de 2026.
Segundo o CLP, Mato Grosso foi o estado que mais avançou no pilar Educação Básica, saltando da 16ª para a 8ª colocação no ranking nacional. Um ganho expressivo de oito posições em relação a 2023, que não acontece por acaso.
Ele é fruto de planejamento, de decisões firmes e, acima de tudo, do trabalho diário de milhares de pessoas que acreditam que a escola pública é o maior instrumento de transformação social que existe.
O dado que mais me emociona é o avanço de 19 posições na Taxa de Frequência Líquida do Ensino Médio. Isso significa algo muito concreto: mais jovens estão permanecendo na escola, na idade correta, projetando um futuro com mais oportunidades.
O ensino médio sempre foi um dos maiores desafios da educação brasileira, e ver Mato Grosso avançar de forma tão consistente nesse ponto mostra que estamos no caminho certo.
Também evoluímos na frequência do Ensino Fundamental (+13 posições), no IDEB (+2) e no ENEM (+1). São indicadores que refletem não apenas acesso, mas qualidade do ensino. Eles mostram que estamos conseguindo unir duas frentes essenciais: colocar o aluno dentro da escola e garantir que ele aprenda.
Nada disso seria possível sem o apoio incondicional dos servidores da educação, especialmente dos professores. São eles que transformam políticas públicas em realidade dentro da sala de aula. São eles que acolhem, ensinam, motivam e não desistem dos nossos estudantes, mesmo diante das adversidades.
Esse avanço reforça que a meta estabelecida no Plano EducAção 10 Anos — estar entre as cinco melhores educações públicas do país até 2032 — não é um discurso, mas um projeto em execução. Ainda assim, faço questão de dizer que não vamos nos acomodar. Sabemos que há muito a fazer e muitos desafios pela frente.
O próprio ranking deixa isso claro ao avaliar não apenas resultados finais, mas também o acesso ao ensino e a qualidade das políticas educacionais, considerando indicadores como IDEB, ENEM e IOEB - Índice de Oportunidades da Educação Brasileira.
O governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta sempre reforçam esse entendimento. Educação não avança apenas com mais recursos financeiros, mas com pessoas comprometidas e gestão responsável. Gestores escolares, coordenadores pedagógicos, educadores, técnicos, famílias e a sociedade como um todo compreenderam que todos fazem parte da solução.
Um diferencial importante destacado pelo ranking é a existência de programas próprios de avaliação da educação básica. Mato Grosso pontua melhor justamente por manter avaliações frequentes, que nos permitem diagnosticar falhas, corrigir rumos e aprimorar estratégias. Avaliar não é punir; é cuidar do processo de aprendizagem.
Em 2026, seguiremos trabalhando focados numa educação pública com seriedade, transparência e coragem para tomar decisões.
Sabemos que cada posição conquistada no ranking representa algo muito maior: a história de vida de um estudante que permaneceu na escola durante todo o ciclo, um servidor valorizado, uma família esperançosa e um futuro mais justo sendo construído em Mato Grosso para esta e futuras gerações.
Temos uma educação pública que avança, um futuro que se constrói a muitas mãos!
Alan Porto é secretário de Estado de Educação de Mato Grosso

